Adolescente apanha na porta do colégio e tem maxilar quebrado; família afirma que alertas de bullying foram ignorados
Adolescente apanha na porta do colégio e tem maxilar quebrado Uma adolescente de 15 anos teve o maxilar e dentes quebrados após ser agredida em frente à Esco...
Adolescente apanha na porta do colégio e tem maxilar quebrado Uma adolescente de 15 anos teve o maxilar e dentes quebrados após ser agredida em frente à Escola Municipal Raphael Almeida Magalhães, em Jardim Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Segundo a família, a jovem sofria bullying e ameaças havia cerca de 6 meses. Um vídeo que circula nas redes sociais (veja acima) mostra o momento em que uma adolescente, sem uniforme escolar, avança sobre a vítima, puxa o cabelo dela e a joga no chão. Em seguida, a jovem é agredida com socos e chutes. O caso aconteceu na terça-feira (19) e foi registrado na 34ª DP (Bangu). De acordo com a mãe da estudante, a direção da escola já havia sido informada sobre episódios anteriores de perseguição e intimidação, mas as medidas tomadas teriam sido insuficientes. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum detalhe. Baixe o GloboPop. A estudante ferida foi atendida no Hospital Municipal Albert Schweitzer Reprodução A estudante ferida foi atendida no Hospital Municipal Albert Schweitzer. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ela recebeu os primeiros cuidados, passou por exames de imagem e foi avaliada por uma equipe multidisciplinar. Depois de um período de observação, recebeu alta médica. A mãe da adolescente afirmou que a filha era alvo de um grupo de garotas. “Minha filha já vinha sofrendo ameaças físicas e psicológicas por meninas que viviam fazendo bullying com ela. A gente recorreu à secretaria do colégio. Teve uma que já tinha tentado agredir ela. A gente chamou a polícia, só que nada adiantou”, disse. Ela afirmou que a situação afetou toda a família e que a adolescente tem medo de voltar às aulas. “Isso mexeu com todo mundo lá de casa. Desestruturou a minha família. Ela está com trauma, está com medo. E não está com vontade nenhuma de voltar para a escola. Alguém precisa parar essas meninas.” A mãe também cobrou providências das autoridades. “Que a Polícia Civil, alguém, algum órgão tome uma atitude relacionada a essas meninas junto com o Conselho Tutelar. Como mãe, eu peço justiça pela vida da minha filha.” Não é brincadeira, é bullying: entenda comportamentos que configuram crime e saiba como agir O que dizem as autoridades A Secretaria Municipal de Educação informou que repudia qualquer forma de agressão dentro ou fora do ambiente escolar. Segundo a pasta, a estudante apontada como agressora já havia sido alocada em outra turma antes do episódio. Após a agressão, a secretaria informou que a adolescente foi transferida para outra unidade escolar. A SME afirmou ainda que a vítima e os familiares recebem acompanhamento e acolhimento, e que uma sindicância foi instaurada. O caso também foi encaminhado ao Conselho Tutelar. De acordo com a secretaria, equipes do Núcleo Interdisciplinar de Apoio às Escolas (NIAP), formado por psicólogos, assistentes sociais e pedagogos, estiveram na unidade na quarta-feira (20) para prestar apoio à comunidade escolar. A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 34ª DP (Bangu) e que as responsáveis legais pelas adolescentes e a diretora da escola prestaram depoimento. Segundo a corporação, diligências estão em andamento para esclarecer os fatos. Bullying é crime O bullying foi criminalizado no Brasil pela Lei 14.811, de 2024, que atualizou o Código Penal. A prática é caracterizada por violência física ou psicológica intencional e repetitiva. Quando cometida presencialmente, a pena prevista é de multa, caso a conduta não configure crimes mais graves, como lesão corporal ou ameaça. Nos casos praticados pela internet, redes sociais ou plataformas digitais, a pena prevista é de 2 a 4 anos de reclusão, além de multa. Quando o ato é cometido por menores de 18 anos, o caso é tratado como ato infracional, conforme as regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).