Couto exonera cúpula do Instituto Rio Metrópole após MPRJ prender 6
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole Onze dias após a Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de ...
Polícia Civil e MPRJ fazem operação contra corrupção no Instituto Rio Metrópole Onze dias após a Operação Ouroboros, do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), que mirou um suposto esquema de corrupção no Instituto Rio Metrópole (IRM), o governador em exercício Ricardo Couto exonerou nesta segunda-feira (20) a cúpula da autarquia estadual. Ao todo, foram 14 exonerações. O secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que também responde pela Secretaria de Governo, Roberto Leão, ficará responsável pelo instituto até a nomeação do novo presidente. As dispensas atingem o então presidente do instituto, Davi Perini Vermelho, o Didê; o diretor de Planejamento e Projetos, Mauricio Silva Knoploch dos Santos, — pai do deputado estadual Alexandre Knoploch (PL) —; o diretor de Desenvolvimento Metropolitano Integrado, o delegado da Polícia Civil do RJ Franquis Dias Nepomuceno; e a gestora de contratos do IRM, Amanda Íthala Santos da Paschoa, nora de Maurício e cunhada de Knoploch. Eles estão entre os alvos do MPRJ e estão presos. A promotoria denunciou 11 investigados pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro de um contrato de R$ 86 milhões. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Os presos na Operação Ouroboros Infografia: Bruna Azevedo/g1 De acordo com as investigações, empresas contratadas pelo IRM teriam celebrado subcontratos considerados fictícios para desviar recursos. Parte do dinheiro, segundo a denúncia, era sacada em espécie por Caroline Soares Barros, a “Mulher da Mala”, que foi presa. Ela era ex-fiscal do IRM e fundadora do Instituto Bio, empresa subcontratada da autarquia. O g1 tenta contato com os citados. Em nota, o Palácio Guanabara disse que “as exonerações fazem parte do processo de reestruturação administrativa do Instituto Rio Metrópole e têm como objetivo garantir o pleno funcionamento da autarquia, reforçando o compromisso do Governo do Estado com a transparência, a responsabilidade na aplicação dos recursos públicos e a integridade da administração estadual.” Entenda o esquema De acordo com as investigações, em licitações fraudulentas e direcionadas a partir de 2022, o IRM contratou a Engeconsult Consultores Técnicos e a R Peotta Engenharia e Consultoria. Em seguida, a Engeconsult e a R Peotta celebraram subcontratos fictícios com a Brazilian Institute of Organic — Instituto Bio, para depositar parte dos valores recebidos do IRM. Esse dinheiro era posteriormente sacado da conta do Instituto Bio, sob a escolta da Rioforte. Outra ponta do esquema eram os aditivos feitos nos contratos. Só em 2023, a Engeconsult recebeu um acréscimo de R$ 58 milhões. Classificada na denúncia como a “Mulher da Mala”, no dia 9 de janeiro, Caroline Soares Barros foi surpreendida por agentes da 110ª DP (Teresópolis) quando foi sacar R$ 500 mil em espécie em uma agência bancária daquele município, escoltada por funcionários da Rioforte. Ao todo, realizou 13 saques calculados em pouco mais de R$ 3 milhões. Davi Perini Vermelho, o Didê, presidente do IRM Reprodução/TV Globo 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.